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Eu apoio o Projeto de Lei 293/2023 que proíbe a prática da Constelação Familiar nos órgãos públicos do Estado de São Paulo

 

Consulte o projeto neste link 

Obrigada!

SOBRE O PL 293/2023

A constelação familiar, a qual foi desenvolvida por Bert Hellinger e deriva da constelação sistêmica, não possui comprovação científica e nem é reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia do Brasil nem pelo Conselho Federal de Medicina.

A técnica é apoiada em conceitos energéticos e fenomenológicos e aborda como a história e as relações familiares influenciam as emoções e padrões de comportamento das pessoas, com uma compreensão de que “os sintomas e as doenças podem expressar dinâmicas sistêmicas, lealdade a padrões e crenças familiares, vínculos ocultos, e exclusão simbólica/afetiva de ancestrais ou situações da história familiar passada”.

 

Segundo Hellinger, as pessoas que representam os parentes do paciente passam a ter pensamentos, sentimentos e sensações físicas (incluindo sintomas de saúde) muito próximos aos dos originais, mesmo sem nunca tê-los visto.

Muito diferente de uma simples prática alternativa e inocente, muitos são os relatos de mulheres que foram expostas a essa “terapia” e sofreram durante a prática a exposição de traumas violentos sem o acompanhamento de profissional qualificado. Essa prática, em especial nos casos de violência doméstica e familiar, é ilegal de acordo com a Lei Maria da Penha que expressamente proíbe mecanismos de mediação.

 

A compreensão de família na Constelação Familiar é assentada na naturalização do vínculo biológico, sem considerar aspectos históricos, sociais e políticos que compõe as famílias, possuindo enquanto fundamento teórico o uso da violência como mecanismo para restabelecimento de hierarquia violada – inclusive atribuindo a meninas e mulheres a responsabilidade pela violência sofrida.

 

A responsabilidade de atuar na prevenção, atenção e punição dos atos praticados com violência de gênero contra as mulheres é dever exclusivo do Estado que não pode privatizar suas atribuições para
soluções “domésticas" e curandeiras como adotadas pela prática de Constelação Familiar.

 

A prática da Constelação Familiar, erroneamente denominada terapia, não possui comprovação científica. Porém, vem sendo utilizada em órgãos públicos, principalmente no Judiciário e no SUS, sistema prisional e escolas, além de ser utilizada em âmbito privado.

Os cofres públicos não podem pagar por um serviço que carece de comprovação científica e que já foi denunciado ao CNJ, bem como na mídia, por revitimizar e culpabilizar mulheres vítimas de violência que buscam solução no Judiciário, tratando algozes no mesmo patamar que suas vítimas. A Constelação Familiar possui abordagem mística, na contramão do Estado laico e da liberdade religiosa.

Em nota técnica anexa, o Sistema Conselhos destaca incompatibilidades no uso da constelação familiar como prática da Psicologia.

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